sábado, 24 de março de 2012

vai

Quando tudo parece não estar certo, só resta acreditar que o que é bom ainda vai ser.

quarta-feira, 21 de março de 2012

tanta lágrima

Ei meu anjo, veja só onde a vida foi me levar. Eu to aqui perdida no meio de tanta lágrima, sem saber o que fazer, tão impotente, tão pequena. Eu só queria que tudo desse certo, eu queria saber fazer as coisas darem certo...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

me diz o que o sossego...


Meu anjo, cadê aquele teu carinho que cura. Cadê a tua paz? Eu não to entendendo, porque tanto caos, tanta confusão? Porque o tempo não passa? Porque não chega logo o dia dessa dor ser passado? Quando essas lágrimas vão acabar?

Carta convite

Meu bem, eu sei que você não pode ficar muito tempo, mas me faça uma visita pra me ajudar a terminar aquela roupa de alegria que você me ensinou a fazer. Ontem passou aqui um passarinho, aquele que você adora, e eu desejei que você estivesse aqui para vê-lo. Vem e me ajuda com a muda de esperança que eu trouxe do seu jardim e que eu to querendo plantar. Traz pra mim também a magia do seu olhar carinhoso e, por isso, milagroso que faz tudo de melhor nascer. Vem ver as paredes que eu quebrei e me ajuda com tudo isso, poque essa casa ainda tem que crescer. Eu quero cômodos abertos e claros. As vezes esse trabalhão todo cansa, eu me iludo que não vai dar certo e me entrego ao cantinho mais escuro e apertado. Mas bem aqui eu vou por um vaso de flor que vai filtrar tudo. Aquele buraco la no fundo, lembra, no qual eu me escondia?, vai ter uma árvore. Nos fundos vai ter rede pra gente dormir. Pra cozinha me traz o mel e também traz o feijão e o arroz, pra gente renovar a força e não perder a doçura de olhar pra vida com mais fé e ternura. Por fim não esqueça daquele seu livro cheio de imagem bonita que faz a gente acreditar na vida, que faz a gente acreditar na gente, que faz a gente sorrir, e você vai ver que eu também to fazendo o meu.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Carta da despedida



Meu amor, você ouviu com dor daquela vez “Futuros amantes, quiçá se amarão, sem saber, com o amor que eu um dia deixei pra você”, e agora escuta com leveza “Amor não chora que a hora é de deixar, o amor de agora pra sempre, sempre ele ficar”.

mas não podia...

me desculpe

“Tristeza me desculpe, saudade me perdoe, mas a minha ansiedade não resiste a beleza da vida.
E eu quero amar, quero sair, quero viajar, não suporto a angústia, e para mim, a solidão tem cheiro de naftalina.
Não adianta, eu e a tristeza não combinamos.
Ela prefere o isolamento.
Eu adoro os meus amigos.
Ela quer o choro, eu prefiro rir, em tudo ela vê tragédia, eu, oportunidades.
Ela quer a prisão, e eu a liberdade, ela ouve músicas que trazem lembranças, eu canto a esperança....vamos viver tudo que há para viver.."

sábado, 21 de janeiro de 2012

amor próprio

Em um pacto de amor, jurei a mim mesma que abandonaria sempre o que me fizesse mal, mesmo que em algum momento tenha me feito bem.

domingo, 15 de janeiro de 2012

mocidade

Tem muitas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe. Quando viu, babau, já não é mais. Mocidade é isso aí, sabia?
Caio Fernando de Abreu

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

o que é meu

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços,  minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu minha paz e minha guerra.  Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

João Cabral de Melo Neto, Dos três mal amados